Dengue: índice de densidade larvária no município é o maior em 4 anos; veja bairros mais afetados
Índice coloca Porto Ferreira em classificação de risco para surto de dengue e demais arboviroses (zika, chikungunya)

“Dengue mata! Não podemos esquecer disso. Cada um tem que fazer a sua parte”. Com este alerta, a assessora de Políticas Públicas de Saúde e coordenadora do Controle de Vetores, Cláudia Elisa Barboza Beozzo, divulgou esta semana o resultado da pesquisa referente à 1ª Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2021, de acordo com a determinação do calendário trimestral definido pelo Ministério da Saúde.

Os índices obtidos na avaliação feita durante o mês de janeiro são os maiores registrados nos últimos 4 anos em Porto Ferreira. Durante as visitas ininterruptas dos agentes de controle de endemias, apesar da pandemia de covid-19, verificou-se que após a segunda quinzena de outubro, quando iniciou o período de chuvas, o volume de criadouros com água e larvas aumentou consideravelmente.

Mesmo com as ações de remoção e controle aliados à orientação da população, não foi suficiente para reduzir esses números. O grande volume de chuvas e os criadouros sem nenhum cuidado de tratamento ou remoção por parte dos responsáveis pelos imóveis elevaram os índices anteriormente sob controle. A medição dos índices é importante para avaliar a real situação do município e atuar com estratégias diferenciadas, de acordo com os relatórios obtidos a partir da finalização da atividade.

Assim, após a digitação dos dados coletados em uma amostragem de 619 imóveis trabalhados, distribuídos em 116 quarteirões do município, o resultado obtido nesta avaliação foi de 11.95, ou seja, para cada 100 imóveis, 12 tinham larvas de Aedes aegypti, o mosquito transmissor.

Este índice coloca Porto Ferreira em classificação de risco para surto de dengue e demais arboviroses (zika, chikungunya) na avaliação do período. Em comparação a janeiro de 2020, a avaliação do município também era classificada como situação de risco, porém o índice infestação de Aedes aegypti era muito menor, de 5.1.

Veja abaixo a descrição dos bairros com os respectivos números de amostras positivas coletadas, apuradas durante a avaliação:

• Cristo Redentor: 63

• Jardim Dalva: 36

• Jd. Anésia I e II: 30

• Vila Maria: 16

• Vila Real: 14

• Vila Rosário: 21

• Jd. Aeroporto: 7

• Águas Claras: 7

• Jd. Porto dos Ipês: 5

• Vila Salgueiro: 5

• Santa Rosa I e II: 4

• Porto Belo II: 3

• Sérgio Dornelles: 3

• Santa Luzia: 3

• Vila Nova: 3

• Centro: 2

• São Manoel: 2

• Paschoal Salzano: 1

• Recreio São Lázaro: 1

• Vila Sybilla: 1

A Seção de Controle de Vetores solicita a participação efetiva da população na eliminação dos criadouros em seus imóveis. A falta de cuidados na eliminação de recipientes que acumulam água e que consequentemente geram novas infestações de mosquitos adultos é fator de alto risco de transmissões de arboviroses no município.

Apenas o trabalho da equipe de controle de endemias não é suficiente para o controle das doenças e eliminação dos criadouros. Se não houver a responsabilidade, participação e comprometimento da população na eliminação dos criadouros de Aedes aegypti para diminuição do vetor e transmissão de arboviroses, o município poderá ter aumento no número de casos positivos de dengue e, até mesmo, uma nova epidemia.

A responsabilidade da população em manter seu imóvel limpo, sem criadouros de mosquitos, realizar o descarte de lixo de forma correta, não jogando em terrenos baldios e áreas públicas é dever de cada um.

O poder público, por meio da equipe de controle de endemias, tem feito a sua parte, realizando as vistorias ininterruptamente, mesmo em período de pandemia de covid-19, com remoção dos criadouros existentes, orientação à população sobre os cuidados e sintomas das doenças, bem como os alertas para procurar assistência médica em caso de suspeita da doença para notificação e tratamento.

Trabalho mesmo na pandemia

Em virtude da pandemia de coronavírus, o Ministério da Saúde reiterou a determinação e orientou que a realização da atividade ficasse a critério dos municípios, sem a obrigatoriedade da realização.

Devido à importância da atividade e tomando os cuidados frente ao novo coronavírus, seguindo orientações técnicas, sem prejuízo à população e aos servidores do Controle de Vetores, a atividade foi concluída.

Outro fator importante para a realização da medição dos índices, apesar da não obrigatoriedade, foi a observação do grande aumento de criadouros de Aedes aegypti encontrados nas atividades de visita a imóveis, controle de criadouros e pontos estratégicos, a partir de novembro de 2020.