Idoso de Porto Ferreira caí em golpe do cartão clonado

Nesta quarta-feira (8), um idoso de 78 anos residente no Jardim Primavera, perdeu mais de  R$ 4 mil ao cair no golpe do cartão clonado e do motoboy.

Segundo relato registrado em Boletim de Ocorrência, a vítima estava em casa quando recebeu ligação de uma mulher (golpista), que fingiu passar-se por funcionária da Central de um banco dizendo que o cartão da vítima havia sido clonado.

Sem desconfiar de nada, o idoso foi convencido a passar seus dados para a falsária, por telefone, inclusive a senha, a qual informou que o cartão seria bloqueado e substituido posteriormente.

Logo em seguida, um motoboy passou na residência da vítima para retirar o cartão com os dados pessoais. Desta forma, os estelionatários conseguiram fazer várias transferências que totalizaram o montante de R$ 4.117,10, identificadas como várias compras em uma empresa denominada como RShop.

Relatou uma outra vítima, que tomou conhecimento que muitos golpes ocorreram aqui na cidade de Porto Ferreira durante estas primeiras semanas do mês de julho.

Segundo a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), os golpes dispararam durante a pandemia do novo coronavírus.

O golpe do falso motoboy teve aumento de 65% durante o período de isolamento social na comparação com a média mensal dos meses anteriores à pandemia, informou a federação dos bancos. Neste tipo de golpe, os criminosos entram em contato com as vítimas se fazendo passar pelo banco para comunicar a realização de transações suspeitas com o cartão de crédito do cliente.

COMO FUNCIONA

“O chamado ‘golpe do falso motoboy’ usa de artimanhas de engenharia social, ou seja, técnicas de persuasão que abusam da ingenuidade da vítima para obter informações”, informa nota da Febraban.

Nessas armadilhas, os golpistas obtêm dados, senhas e informações pessoais dos clientes, ou ainda os leva a fazer pagamentos em benefício dos criminosos.

Depois, os golpistas informam que um motoboy será enviado para recolher o cartão supostamente clonado para que sejam feitas outras análises necessárias para o cancelamento das compras irregulares.

“Para passar uma imagem de segurança, os criminosos orientam a vítima a cortar o cartão ao meio, no sentido do comprimento, para inutilizar a tarja magnética, antes de entregá-lo ao motoboy. No entanto, o chip permanece intacto, o que permite que a quadrilha faça compras com o cartão, ainda que o plástico esteja partido ao meio”, explicou a federação.

“Os bancos nunca enviam funcionários para recolher os cartões dos clientes”, alertou o diretor-adjunto de Operação da Febraban, Walter de Faria, em nota. “Quando o cliente for descartar um cartão, é importante inutilizar o chip para impedir que novas compras sejam feitas”, orientou.

CRESCIMENTO

Segundo a Febraban, durante a quarentena, as instituições financeiras registraram aumento de até 70% nas tentativas de golpes virtuais, como o envio de códigos maliciosos pelo celular e ataques de phishing – que se inicia por meio de recebimento de e-mails que carregam vírus ou links que direcionam o usuário a sites falsos e que, normalmente, possuem remetentes desconhecidos ou falsos.

Outras tentativas de golpes de aplicativos falsos referem-se ao pagamento do auxílio emergencial criado pelo governo federal. Os golpistas se aproveitam da necessidade de as pessoas se cadastrarem para receber o benefício, para roubar a informações sigilosas. “A mistura de medo da doença e a confusão trazida pelo excesso de fontes de informação criam o ambiente perfeito para a ação dos golpistas”, informou Faria, na nota.

Com informações Febraban