Monitora de creche é presa
Imagem vídeo G1/EPTV São Carlos e Região

10/09/2014 10h50 - Atualizado em 10/09/2014 15h10

A Polícia Civil de Porto Ferreira prendeu na manhã desta quarta-feira, 10 de setembro, a monitora de creche G.G., 46 anos, que estava sendo procurada pela Justiça desde a semana passada.

Ela estava foragida desde o dia 3 de setembro. A servidora pública municipal passou por exame de corpo de delito no Pronto-Socorro Municipal e foi encaminhada para a Delegacia de Polícia onde prestou esclarecimentos.

A prisão foi confirmada pelo delegado titular do município Dr. Eduardo Henrique Palmeira Campos. "Ela se entregou, se apresentou espontaneamente na presença de seu advogado", afirmou a autoridade. A acusada foi encaminhada para a Cadeia Feminina de Ribeirão Bonito onde ficará sob cárcere por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado. Por ter curso superior e por ter sido presa de forma temporária ela deve permanecer em cela especial reservada. Devido à gravidade dos crimes, segundo especialistas, a Justiça pode expedir sobre ela um mandado de prisão preventiva após esse período. Neste caso ela ficará presa até o julgamento.

Sobre a monitora de creche pesava um mandado de prisão temporária em virtude da suspeita de agredir e torturar crianças de 1 a 2 anos na Creche Municipal “Ferdinando Melchioretto”. Um pai colocou uma câmera na mochila do filho e registrou os ataques. O caso ganhou comoção e chegou até a mídia regional e nacional. A mulher, que é pedagoga, trabalha na Prefeitura de Porto Ferreira.

Ela é considerada suspeita de cometer as agressões e pode ser enquadrada nos crimes de maus-tratos, com pena de até 1 ano, e tortura, de 2 a 8 anos. Por ser agente pública, a condenação pode aumentar. O delegado que preside o inquérito, Dr. Miguel Cabobianco, afirmou na semana passada que a outra funcionária que acompanhava as agressões feitas pela colega e que não reagiu também é investigada. A colega dela que assistiu às agressões tem 57 anos e foi admitida em 1989 na administração municipal como merendeira.

No último dia 5 de setembro, por meio de nota oficial distribuída à imprensa, a Prefeitura comunicou a exoneração a diretora e a supervisora da creche "Ferdinando Melchioretto". A medida foi tomada após denúncias de duas supostas servidoras da unidade educacional, levadas à imprensa por uma emissora de TV na semana passada, dando conta de uma possível omissão de ambas em caso de maus tratos a alunos.

As duas servidoras exoneradas são do quadro efetivo de funcionários e retornarão aos seus cargos de origem. Uma sindicância para apurar a denúncia contra a monitora da creche foi instaurada no dia 3 de setembro e será aditada para que uma nova denúncia seja apurada.

Segundo a administração municipal, a exoneração deveu-se, também, como forma de preservar a integridade das duas servidoras (diretora e supervisora), uma vez que o caso de maus tratos que veio à tona no meio de semana ganhou repercussão nacional, segundo informou uma nota enviada à imprensa. "A Prefeitura reitera que está tomando todas as medidas cabíveis para apuração correta dos fatos, dando o direito à ampla defesa às pessoas envolvidas", encerra a nota.