Mosquito da Dengue: Avaliação de densidade larvária coloca município em alerta

A Seção de Controle de Vetores da Secretaria de Saúde de Porto Ferreira realizou as pesquisas referentes à 2ª Avaliação de Densidade Larvária do município em 2020, durante a primeira quinzena de outubro, para medição dos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e de outras doenças, nos imóveis e por todo o perímetro urbano.

Esta medição avalia as áreas de maior incidência dos mosquitos e com isso a Seção pode intensificar as ações de prevenção às arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela) durante o período de verão e chuvas abundantes.

Após a digitação dos dados coletados em uma amostragem de 606 imóveis trabalhados, distribuídos em 116 quarteirões, o resultado obtido nesta avaliação foi de 1.8, o que coloca o município de Porto Ferreira em classificação de alerta para surto de dengue na avaliação do período.

Vale lembrar que, em janeiro de 2020, a avaliação do município era classificada como situação de risco, devido ao índice de 5.1 obtido.

Após a conclusão das atividades, verificou-se um aumento significativo no número de recipientes com água e larvas, após o início das chuvas na segunda quinzena de outubro, o que é preocupante neste momento de maior circulação de vírus, causando maior infestação de mosquitos e pacientes contraindo o vírus da dengue.

O comprometimento da população na eliminação dos criadouros de Aedes aegypti é essencial para a diminuição do vetor e transmissão de arboviroses, pois quanto menores forem os locais para o mosquito se reproduzir, menor a incidência de doenças em circulação.

A Seção de Controle de Vetores solicita a participação efetiva da população na eliminação dos criadouros em seus imóveis. “É preocupante que com tanta informação, ações de educação casa a casa, em escolas, empresas, rádio e TV, mídia impressa, internet etc., ainda tenhamos surtos e epidemias de arboviroses por falta de cuidados e eliminação de recipientes que acumulam água e que consequentemente geram novas infestações de mosquitos adultos”, disse Cláudia Beozzo, coordenadora de Controle de Vetores.