Mulher de 57 anos recebe alta depois de 24 dias internada com Covid-19 em Porto Ferreira
Foto: Mídias Sociais

Na noite de domingo, 05, depois de 24 dias internada no Hospital Dona Balbina em tratamento contra a Covid-19, recebeu alta a Dona Maria Claudete Alves, residente na cidade de Porto Ferreira. A senhora de 57 anos, que ficou 16 dias na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e 15 dias entubada, respirando com a ajuda de aparelho, foi recepcionada com festa pela equipe de profissionais da saúde da instituição.

O filho de dona Maria, Fábio Silva, que junto com a mãe e a irmã também se contaminou, conta que a idosa que possui comorbidades como a diabetes, chegou a ter 60% do pulmão comprometido pela doença. “A gente orava dia e noite, o que nós podíamos fazer era orar e pedir misericórdia de Deus. Nós não desejamos isso para ninguém, para ninguém mesmo. Deus consolou a gente com o tempo e nós fomos indo até que ela acordou depois de 15 dias” conta ele.
 
O médico Diretor Clínico do Hospital Dona Balbina e membro do comitê de enfrentamento à Covid-19, Dr. Fernando Ramos conta a emoção de ver um paciente vencer a batalha contra o vírus. “Para a gente é uma emoção muito grande, a ponto de alguns profissionais ali terem chorado no dia que ela saiu da UTI. Ela era uma paciente numa situação muito delicada e muito grave, e quando você vê que todo esse esforço valeu a pena é para nós um momento de muita gratidão e de esperança” explica o médico.

De acordo com Fábio, Dona Maria Claudete está bem e se recuperando aos poucos, tomando os medicamentos e deve começar em breve a fisioterapia. Ele ainda fala do carinho dos profissionais da saúde com a mãe e a importância da fé para superar esse momento. “Em relação aos médicos, atenção total, Deus veio colocar a mão sobre eles para eles tratarem minha mãe bem e todos que estão lá. Não tem o que falar, inclusive a gente pegou bastante amizade” comenta.

O médico destaca por fim, a importância de tomar os cuidados necessários para diminuir a taxa de contágio da doença na cidade, que até o momento, segundo o 92º Boletim Epidemiológico já deixou 221 pessoas infectadas. Segundo ele “por mais que a gente queira que exista uma cura milagrosa, uma medicação que evite ou cure mesmo a doença, infelizmente isso ainda não existe. Então tem muitas medicações em estudo, muita coisa acontecendo, mas por enquanto ainda estamos longe desse resultado positivo. Logo, o que pode ser feito nesse momento, é a colaboração de cada um, o uso da máscara e do distanciamento social, não tem outra forma de combater a doença, não existe”.  

Por Felipe Lamellas
Graduando em Jornalismo pela UNESP