Município já soma 56 casos positivos de dengue e colaboração de todos é fundamental para combater o mosquito
Equipe de agentes do Controle de Vetores

A Seção de Controle de Vetores da Secretaria de Saúde de Porto Ferreira informa a atualização dos casos de dengue notificados no município até sexta-feira (19/03). Em março já são 22 casos confirmados, elevando o total do ano para 56. Ainda existem outras 34 suspeitas aguardando resultados de exames.

A maior parte dos casos confirmados estão na região central, com 30 registros. Além destes, há confirmações de casos em diversos bairros do município, como Vila Nova e Vila Daniel, Vila Salgueiro, Jardim Porto Novo, Jardim dos Ipês e Parque José Gomes, Recanto Bela Vista, Jardim Porto Bello, Jardim São Manoel e Estância Porto Alegre.

Os bairros com casos confirmados e também com casos suspeitos estão sendo trabalhados pela equipe de endemias de segunda a sexta-feira, quando inúmeros recipientes com água e larvas têm sido encontrados e retirados dos imóveis, sendo eles residenciais, comerciais, industriais, terrenos baldios, imóveis desocupados e imóveis sob a responsabilidade de imobiliárias.

Os agentes de endemias realizam as vistorias, retiram os criadouros existentes, orientam o responsável pelo imóvel dos cuidados preventivos e sintomas da doença.

Pede-se a compreensão da população quando receber a visita do agente em período curto de tempo, pois em período epidêmico as visitas são intensificadas nas áreas onde ocorrem notificações de casos confirmados e suspeitos da doença. Muitas vezes, ocorre a recusa do morador à visita do agente, acarretando demora na finalização do trabalho e consequentemente mais casos notificados na área por não haver eliminação dos criadouros por parte desses moradores.

Os agentes de endemias estão uniformizados com camiseta branca de manga longa, boné, com crachá de identificação e bolsa a tiracolo verde, com o emblema da Prefeitura Municipal de Porto Ferreira e inscrição do Controle de Vetores, executam 

as vistorias sozinhos, estando acompanhados dos supervisores, que se identificarão ao morador e explicarão o motivo do acompanhamento em ações diferenciadas.

Em caso de dúvida sobre os trabalhos executados pelos agentes, entrar em contato com a Seção de Controle de Vetores, através do telefone 3581-2299

Vírus DEN 1

A Vigilância Epidemiológica do município informou na sexta-feira o resultado de exame de isolamento viral de paciente com confirmação de caso positivo de dengue, com o vírus Dengue tipo 1.

Em 2010, o município de Porto Ferreira teve sua primeira epidemia de dengue com mais de 400 casos positivos notificados. E, em 2014/2015, com mais de 4 mil casos positivos notificados. Nesses dois momentos de epidemia, houve no município a circulação do vírus Dengue tipo 2 e, assim, até o momento.

Ressalta-se que enquanto houve a circulação do vírus DEN-2, a maior parte da população já havia tido contato com o vírus e, consequentemente, ficado imune a ele, levando-se em consideração que muitas pessoas que tiveram sintomas leves da doença sequer procuraram atendimento médico e dessa forma não foram notificadas.

Com a confirmação de caso positivo de DEN 1, toda a população do município passa a ser suscetível ao vírus, ou seja, quem já teve DEN 2 pode contrair o vírus DEN 1 que circula no município. 

Cuidados devem ser redobrados

A principal medida para evitar maiores números de casos positivos é não deixar o mosquito nascer.

Ninguém melhor que o dono da casa para verificar criteriosamente todo o seu imóvel, ao menos uma vez por semana, removendo todos os locais que possam acumular água, verificar a limpeza e cloração de piscinas em desuso, limpar as calhas e lajes periodicamente, tendo em vista que esses locais dispersam com grande velocidade e em grande número, mosquitos adultos que procriam em lajes e calhas entupidas ou em desnível.

Todo e qualquer recipiente que acumule o mínimo de água parada é criadouro de Aedes aegypti. A adaptação do mosquito a novos criadouros é muito mais rápida do que qualquer ação que possamos tomar para eliminá-lo, por isso a importância de fazer a vistoria em seu próprio imóvel, ao menos uma vez por semana, levando-se em conta que o ciclo do mosquito do ovo ao alado é de aproximadamente sete dias.

A única forma de diminuir a infestação de mosquitos é mantendo seu imóvel sem criadouros e sem água parada. Se o número de mosquitos diminuir, o número de pessoas contaminadas também diminui.

“Neste momento de aumento de notificações e com a confirmação da circulação de vírus DEN 1, fazemos esse alerta para que a população não descuide em nenhum momento das ações preventivas de eliminação de criadouros com água parada em seus imóveis. Caso contrário, esse número tende a aumentar consideravelmente, apesar dos esforços da equipe de controle de endemias nas ações de contenção das transmissões”, disse a coordenadora do Controle de Vetores, Cláudia Beozzo.

Devido às restrições com a covid-19, a maior parte da população permanece em casa e deve aproveitar esse momento para eliminar os criadouros de suas residências, realizar a limpeza das calhas e lajes, vedar os ralos com tela mosquiteiro, verificar as tampas de caixa d’água, retirar dos quintais materiais como garrafas, plásticos, brinquedos quebrados, folhas de bananeiras, casca de coqueiros, e verificar outras plantas que acumulam água, como bromélias, espada de São Jorge, bananeiras ornamentais, lavar diariamente os bebedouros de animais, realizar o tratamento com cloro em piscinas, mesmo que não estejam sendo utilizadas. Evitar o descarte de lixo em terrenos baldios e áreas de vegetação também é essencial. 

Dengue x covid-19

Dengue e covid-19 são doenças distintas e transmitidas de formas diferentes, podendo ocorrer contágio das duas doenças ao mesmo tempo.

Como a maioria da população é suscetível ao vírus DEN 1 detectado no município esta semana, pode ocorrer aumento de casos positivos e também que possam necessitar de maiores cuidados e até mesmo internação em pessoas que já contraíram no passado DEN 2.

Porém, com a pandemia de covid-19, município, cidades vizinhas e região estão com lotação máxima de leitos e sobrecarregadas por atendimentos de pacientes, podendo agravar-se com as notificações de casos de dengue, sobrecarregando ainda mais os serviços de Saúde.

Tendo em vista que as duas doenças são extremamente graves, é essencial que cada um faça a sua parte e tome as medidas preventivas, enquanto a equipe do Controle de Vetores trabalha com as medidas de contenção neste momento.

EVITE A COVID: use máscaras, lave as mãos, use álcool em gel, mantenha o distanciamento e isolamento social.

EVITE A DENGUE: elimine os criadouros com água parada, faça o descarte correto de lixo, use repelente.