NOTA OFICIAL – Pela alegria e segurança no Carnaval ferreirense
Prefeitura de Porto Ferreira

Diante da publicação de um artigo assinado pela Diretoria do Bloco do Boi Infanto Juvenil na edição do dia 30 de janeiro de 2015 no “Jornal do Porto” (página 17), no qual a agremiação acusa a Administração Municipal, na figura da prefeita Renata Braga, de “decretar a morte do Carnaval” de Porto Ferreira, fazem-se necessárias algumas explicações e considerações.

• O decreto que dispõe sobre as regras de conduta para as festividades do Carnaval é claríssimo logo em suas primeiras linhas em considerar que o que está ali estabelecido é fruto de indicações e sugestões surgidas em reuniões que envolveram o Poder Executivo, o Poder Judiciário, Ministério Público, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Conselho Tutelar, ACEPF (Associação Comercial e Empresarial de Porto Ferreira), entre outras instituições. Reuniões estas que se pautaram com um único foco: a necessidade de aumento da segurança pública durante as festividades carnavalescas.

• Quem possui um mínimo de memória há de concordar que nos últimos anos manifestações que em nada lembram a alegria do Carnaval, muito pelo contrário, verdadeiros atos de violência e vandalismo vêm manchando a tradicional festa popular.

• Infelizmente o Poder Público é obrigado a cumprir sua missão de regular o desenvolvimento, com um pouco mais de rigor, tendo em vista os atos precedentes. As medidas tomadas pelo Decreto têm por objetivo garantir as festividades de Carnaval dentro das condições de tranquilidade e segurança que a população ordeira merece, assim como preservar o patrimônio público e particular.

• Tanto a regulamentação não proíbe ou “mata” o Carnaval, que outras agremiações se inscreveram e estão desenvolvendo suas atividades no período pré-Carnaval de acordo com as regras estabelecidas. Também é mentiroso e exagerado afirmar que blocos foram expurgados do Centro e relegados a “guetos” – sem falar no preconceito que a utilização deste termo carrega –, pois apenas se limitaram vias em que se entende, por vários fatores, que as atividades de blocos trazem prejuízos à vida da cidade e à ordem pública.

• Neste momento de reflexão e esforço para tornar o Carnaval mais seguro, os blocos que se autoproclamam amantes da cultura popular e da folia deveriam dar sua demonstração de força, resistência e contribuir para manter a tradição mais viva do que nunca. Isto deixaria cada vez mais longe a possibilidade de enfraquecimento da cultura carnavalesca pelos criminosos e baderneiros.

• Lamentável é a falta de compreensão do Bloco Infanto Juvenil para com a situação vigente. A não participação do bloco neste Carnaval está penalizando não só seus simpatizantes, mas também toda a cidade, toda a tradição de hospitalidade e referência regional por sua festa de rua.

• Ao invés de atacar aqueles que realmente tentam salvar o Carnaval, deveriam buscar a união entre os blocos, com lucidez e bom senso. O momento é de somar forças.