Premiação da Medalha Lourenço Filho para educadores acontece na próxima terça-feira
Manoel Bérgstrom Lourenço Filho

O município de Porto Ferreira, por meio da Secretaria de Educação, vai realizar a entrega do prêmio Medalha Lourenço Filho 2018 na próxima terça-feira (16/10), a partir das 19h30, no recinto da Câmara Municipal (avenida Engenheiro Nicolau de Vergueiro Forjaz, 1.068, Centro).

A honraria “objetiva reconhecer o mérito dos profissionais pela contribuição dada à melhoria da qualidade da Educação Básica por meio do desenvolvimento de experiências pedagógicas bem-sucedidas”.

O prêmio, que está em sua primeira edição, consiste na seleção e premiação de práticas pedagógicas desenvolvidas por Educadores das Unidades Escolares Municipais, em uma ou mais das etapas da educação básica, que, comprovadamente, tenham tido êxito, considerando as diretrizes, metas e estratégias propostas no Plano Nacional de Educação, instituído pela Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, e o Plano Municipal de Educação, Lei Municipal nº 3.186/2015 e os critérios estabelecidos no regulamento da Medalha.

O prazo para inscrição foi até 31 de agosto. Os trabalhos estão sendo avaliados pelos integrantes do Conselho Municipal de Educação. A decisão é feita em votação secreta.

Reconhecimento

Entre os objetivos do prêmio estão reconhecer o trabalho dos educadores da Rede Municipal, que, no exercício da atividade, contribuam de forma relevante para a qualidade da Educação Básica do Município; valorizar o papel dos educadores como agentes fundamentais no processo formativo das novas gerações; dar visibilidade às experiências pedagógicas conduzidas pelos educadores, consideradas exitosas e que sejam passíveis de adoção por outros professores da Rede Municipal de Ensino; estimular a participação dos educadores como sujeitos ativos na implementação do Plano Nacional e Municipal de Educação; e oferecer uma reflexão sobre a prática pedagógica e orientar a sistematização de experiências educacionais.

O prêmio terá oito categorias, abrangendo creche, pré-escola, ensino fundamental (três divisões), ensino médio, educação de jovens e adultos e educação especial.

Poderão candidatar-se à Medalha Lourenço Filho aqueles que atuam na Rede Municipal de Ensino de Porto Ferreira, entre professores, atendentes de desenvolvimento infantil, monitores, coordenadores pedagógicos, diretores e supervisores.

Para a edição de 2018, foram aceitas as práticas desenvolvidas no ano letivo de 2017. Cada candidato poderia concorrer em até duas categorias. Serão premiados os responsáveis (autores) pelos relatos de prática pedagógica em cada uma das categorias e as experiências mais bem avaliadas. As unidades educacionais nas quais foram desenvolvidos os trabalhos vencedores em suas respectivas categorias, receberão um certificado pelo interesse educacional. Todos que se inscreverem receberão um certificado de participação pelo interesse educacional.

Lourenço Filho

Nascido em 10 de março de 1897 na cidade de Porto Ferreira (SP), Manoel Bérgstrom Lourenço Filho optou pela carreira do magistério, abandonando o segundo ano de Medicina. Na sua trajetória enquanto docente desfrutou da prática administrativa e organizacional dirigindo a reforma da instrução pública no Ceará (1922-1923) e em São Paulo (1931-1932). Na década de 1930 transferiu-se para o Rio de Janeiro, exercendo funções de chefe de gabinete do ministro da Educação Francisco Campos. Durante a gestão de Anísio Teixeira na Secretaria de Educação do Distrito Federal dirigiu o Instituto de Educação do Rio de Janeiro.

Foi diretor da Escola de Professores no Distrito Federal e do Inep, que então denominava-se Instituto Nacional de Pedagogia. Desenvolveu diversas obras de orientação, como cartilhas para apropriação das escolas no ensino da escrita e na didática de sala de aula. Foi um dos precursores no estudo e publicações no âmbito da Escola Nova, com o livro Introdução ao estudo da Escola Nova, no fim da década de 30. Como docente lecionou disciplinas ligadas à Psicologia e à Pedagogia.

O estudioso desenvolveu seus escritos na vivência da administração e organização do ensino em diversas localidades brasileiras, portanto, se tornou um grande conhecedor da principal ferramenta educacional, a escola. Ele a definia como sendo uma sede com clientela específica de alunos, elementos docentes próprios, e, enfim, atividades prefixadas, segundo o ensino que ministre, seus horários e programas. Fosse à escola pública ou particular essa estrutura seria a mesma, pois, deveria estar adaptada às peculiaridades do trato educacional.