Quase 3 mil pessoas participaram das primeiras reuniões sobre loteamento de interesse social

O projeto de constituição de uma associação com vistas à construção de um loteamento de interesse social em Porto Ferreira teve suas primeiras reuniões com os interessados, reunindo quase 3 mil pessoas.

Coordenado pelo deputado estadual Marcos Zerbini (PSDB) e sua esposa Cleusa Ramos (presidente da Associação dos Trabalhadores Sem Terra – ATST), com apoio da Prefeitura de Porto Ferreira, por meio da Seção de Habitação e Assessoria de Projetos Públicos, o projeto recebeu inscrições de 3.528 interessados.

Essas inscrições foram realizadas de 27 de maio a 7 de junho, no Anfiteatro Municipal Isaltino Casemiro, após um primeiro encontro que ocorreu no Ginásio Adriano José Mariano, no dia 22 de maio.

A partir das inscrições, foram realizadas as primeiras reuniões de trabalho. Foram seis reuniões no dia 9 de junho, em seis horários diferentes, e mais outras três reuniões no dia 16 de junho. Nestas, dos 3.528 inscritos, participaram 2.933 pessoas, ou 83,13%.

De acordo com o deputado Zerbini, que já desenvolveu projetos semelhantes em outros municípios, é normal nas primeiras reuniões a ausência entre 15% e 20% dos inscritos. Durante o processo vão ocorrer outras desistências e a associação mantém, ao final, cerca de 25% a 30% dos inscritos que efetivamente vão participar do loteamento.

No loteamento de interesse social por meio do associativismo cria-se uma associação com o objetivo de comprar uma área e nela se construir um loteamento, onde futuramente as pessoas possam erguer suas moradias.

O deputado Zerbini desde 1988 trabalha na criação dessas associações. Até hoje, a ATST já comprou 31 áreas, que beneficiam 22 mil famílias, em 16 cidades. Depois de iniciar este trabalho na Capital, a ATST passou a gerir projetos no interior. Novo Horizonte foi a primeira cidade fora de São Paulo a ter seu loteamento. Recentemente, projetos foram iniciados em Pirassununga e Tambaú.

O único requisito para a pessoa participar da associação é não ser proprietário de terreno ou imóvel. Em média, a liberação do loteamento de interesse social demora cerca de 1 ano – contra uma média de 3 anos para empreendimentos semelhantes de particulares.

Em Pirassununga, por exemplo, um lote de 180 metros quadrados dentro do projeto lá desenvolvido ficou ao custo de quase R$ 8 mil. Um lote um pouco maior, de 220 m2, não chegou a R$ 10 mil, valores estes que podem ser ainda parcelados. Em Porto Ferreira, um terreno num bairro um pouco afastado do Centro gira em torno de R$ 60 mil.

As reuniões com os inscritos vão ocorrer mensalmente. A próxima está marcada para o dia 7 de julho.