Secretaria de Educação entrega Medalha Professor Lourenço Filho aos vencedores
Medalha Lourenço Filho
Secretaria de Educação - Porto Ferreira, SP

A Secretaria de Educação de Porto Ferreira entregou nesta quinta-feira (03/12) as Medalhas Lourenço Filho (2020) aos vencedores da terceira edição do prêmio. A cerimônia de entrega aconteceu na sala de reuniões da Prefeitura e contou também com a presença do prefeito Rômulo Rippa e da secretária de Educação, professora Maria Cecília Gallo da Cunha Leme.

A medalha “objetiva reconhecer o mérito dos profissionais pela contribuição dada à melhoria da qualidade da Educação Básica por meio do desenvolvimento de experiências pedagógicas bem-sucedidas”.

Este ano a honraria trouxe uma novidade: além de premiar os educadores, também puderam concorrer os gestores das unidades educacionais municipais (coordenadores pedagógicos e diretores).

O prêmio consiste na seleção e premiação de práticas pedagógicas desenvolvidas por educadores e gestores educacionais municipais, em uma ou mais das etapas da educação básica que, comprovadamente, tenham tido êxito, considerando as diretrizes, metas e estratégias propostas no Plano Nacional de Educação, instituído pela lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, e no Plano Municipal de Educação (lei municipal nº 3.186/2015) e ainda os critérios estabelecidos no regulamento da Medalha.

Veja os vencedores:

Educação Infantil: Profissionais da educação que atuam na Creche.

Relato: Atividades Remotas - Lola e Nina

Monitora: Débora Elaine Depetri

Creche Clara Zadra Ribaldo Gentil

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Educação Infantil: Profissionais da educação que atuam na Pré-Escola.

Relato: Os desafios do ensino na Educação Infantil em tempos de Pandemia: reinventando as práticas

Professora: Roselanie Aparecidsa dos Santos Elizeu

EMEI Otília da Silva Silveira

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Ensino Fundamental: Anos Iniciais: Professores dos 1º, 2º e 3º anos.

Relato: Videoaulas como metodologia de ensino durante o período de quarentena (ensino remoto)

Professor: Marcos dos Santos Silva

EMEFM Mário Borelli Thomaz

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Ensino Fundamental: Anos Iniciais: Professores dos 4º e 5º anos.

Relato: Jogos e brincadeiras: uma volta do mundo

Professor: Tiago Aparecido Nardon

EMEF Profa. Nadir Zadra Ribaldo

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Educação Especial: Professores.

Relato: Aprender a conhecer, fazer, conviver e ser

Professora: Georgina B. Crippa

EMEF Bráulio Teixeira

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Ensino Fundamental: Gestor de 1º ao 5º anos.

Relato: Gestão 4.0: uma nova forma de organização do trabalho formativo pedagógico junto aos professores

Gestor: Mário Sérgio Nahum Júnior

EMEF Profa. Noraide Mariano

= Porto Ferreira, 12 de novembro de 2020

Maria Cecília Gallo da Cunha Leme
Secretária de Educação 

A entrega das medalhas está marcada para a próxima semana.

Lourenço Filho

Nascido em 10 de março de 1897 na cidade de Porto Ferreira (SP), Manoel Bérgstrom Lourenço Filho optou pela carreira do magistério, abandonando o segundo ano de Medicina. Na sua trajetória enquanto docente desfrutou da prática administrativa e organizacional, dirigindo a reforma da instrução pública no Ceará (1922-1923) e em São Paulo (1931-1932). Na década de 1930 transferiu-se para o Rio de Janeiro, exercendo funções de chefe de gabinete do ministro da Educação, Francisco Campos. Durante a gestão de Anísio Teixeira na Secretaria de Educação do Distrito Federal, dirigiu o Instituto de Educação do Rio de Janeiro.

Foi diretor da Escola de Professores no Distrito Federal e do Inep, que então denominava-se Instituto Nacional de Pedagogia. Desenvolveu diversas obras de orientação, como cartilhas para apropriação das escolas no ensino da escrita e na didática de sala de aula. Foi um dos precursores no estudo e publicações no âmbito da Escola Nova, com o livro “Introdução ao estudo da Escola Nova”, no fim da década de 1930. Como docente, lecionou disciplinas ligadas à Psicologia e à Pedagogia.

O estudioso desenvolveu seus escritos na vivência da administração e organização do ensino em diversas localidades brasileiras, portanto, se tornou um grande conhecedor da principal ferramenta educacional, a escola. Ele a definia como sendo uma sede com clientela específica de alunos, elementos docentes próprios e, enfim, atividades prefixadas, segundo o ensino que ministre, seus horários e programas. Fosse a escola pública ou particular, essa estrutura seria a mesma, pois deveria estar adaptada às peculiaridades do trato educacional.