Cachoeira de Emas sob Tensão: Justiça pode lacrar tradicionais restaurantes em plena Semana Santa
30/03/2026
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Uma ação movida pela Fazenda Pública do Estado de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral (PGE-SP – Núcleos Imobiliários), pode resultar no fechamento imediato de importantes estabelecimentos no Distrito de Cachoeira de Emas entre esta segunda-feira (30) e terça-feira (31).
Os alvos da medida são os restaurantes César, Cantinho do Peixe, Ki Peixe e Paladar do Peixe. Além deles, a antiga Colônia de Pescadores e uma residência às margens da Rodovia SP-201 (Prefeito Euberto Nemézio Pereira de Godoy) também constam na decisão. O antigo “Restaurante Cachoeira”, que já encerrou as atividades há cerca de um ano e meio por dívidas municipais, também integra o processo.
O Fantasma de 2008
O cenário atual traz à memória o imbróglio ocorrido em 2007. Na época, a mesma Procuradoria iniciou um procedimento que culminou no fechamento das portas em 2008. A situação só foi revertida em 2009 através de uma articulação política do então prefeito Ademir Alves Lindo. Na ocasião, o município obteve a posse das áreas via concessão e realizou uma licitação que permitiu a reabertura dos comércios.
Em 2010, Ademir Alves Lindo, concluiu a revitalização do Recanto Turístico, com a construção do ‘calçadão’ com bancos, a entrega de dez (10) Quiosques e o Centro Comercial “Eunice Alves Rosa”.
Impacto na Semana Santa
A notícia caiu como um “balde de água gelada” sobre os comerciantes. O timing não poderia ser pior: em plena Semana Santa, período de maior movimento turístico do ano, os empresários já investiram em grandes estoques de peixes e na contratação de mão de obra temporária.
Se a administração do prefeito Fernando Lubrechet (NOVO) não conseguir uma liminar ou reverter a decisão judicial, o prejuízo financeiro será massivo, com risco iminente de demissões em massa e impacto direto na economia local.
O que resta no Distrito?
Caso as interdições se concretizem, a oferta gastronômica de Cachoeira de Emas ficará drasticamente reduzida:

- Quiosques: Dos dez existentes, apenas cinco estão operando. Dois foram destruídos por incêndios criminosos e não foram reconstruídos; outros três seguem fechados por falta de licitação.
- Centro Comercial “Eunice Alves Rosa”: Dos 119 boxes disponíveis, apenas 48 estão funcionando. O local sofre com a falta de manutenção e abandono administrativo.

Crítica à Gestão: Moradores e comerciantes apontam a falta de proatividade da Administração do Distrito. Mesmo após 14 meses de gestão, não houve avanços significativos no fomento ao turismo ou na regularização dos espaços públicos.
Recursos em Caixa
Informações de bastidores indicam que a Prefeitura de Pirassununga teria em conta específica cerca de R$ 3 milhões, provenientes de aluguéis. Por lei, este montante deveria ser reinvestido exclusivamente em melhorias para os bairros do Distrito de Cachoeira de Emas e do Cerrado de Emas, o que, segundo os críticos, não tem ocorrido.

Fonte Naressi

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