Educação ambiental e contato com a natureza são estratégias para fortalecer preservação regional.

Educação ambiental e contato com a natureza são estratégias para fortalecer preservação regional.

Em continuidade à série sobre o Instituto AviS, o Porto Ferreira On-line destaca a proposta de seu fundador, Mário Salviato, de transformar a instituição em um polo de ciência, cultura e cidadania ativa, com foco na transformação social. A iniciativa defende o protagonismo das comunidades e o fortalecimento da agroecologia como caminho para um futuro mais justo e equilibrado. Dentro dessa proposta, a educação ambiental é apontada como eixo central para fortalecer a preservação na região.

O instituto desenvolve projetos voltados à formação de consciência ecológica, valorização dos recursos naturais locais e aproximação de jovens com a natureza. Segundo o criador do Instituto AviS, mudanças efetivas só acontecem a partir da formação de base. “O ponto de partida é a educação. Quando as pessoas entendem o valor do patrimônio natural, elas passam a defender e preservar”, afirma. Ele ressalta que o poder público tem papel decisivo, mas que o avanço das ações depende também da mobilização popular. “O político age quando é cobrado. Quando a população entende a importância da preservação, as ações avançam.” Apesar de a região ter histórico de industrialização e impactos causados pelo desmatamento, ainda existem áreas importantes de vegetação preservada.

O Parque Estadual e os corredores ecológicos são apontados como estruturas fundamentais para a manutenção da biodiversidade. A presença frequente de animais silvestres próximos a áreas urbanas, como macacos, é citada como indicador da riqueza ambiental ainda existente. “Muita gente não conhece os tesouros naturais que existem perto de casa. Há pessoas que viajam horas para ter contato com a natureza sem perceber que existem áreas preservadas aqui mesmo”, destaca. Relatos de especialistas que utilizam imagens de satélite para análise da cobertura vegetal reforçam essa avaliação, apontando positivamente o volume de áreas verdes locais e suas conexões florestais.

O trabalho com estudantes é considerado estratégico dentro da proposta do instituto. O contato direto com o meio ambiente é visto como ferramenta de formação e também como contraponto ao excesso de exposição às telas, fenômeno definido como “intoxicação digital”. “Muitas crianças passam horas no celular e quase não têm contato real com a natureza. Quando participam de plantios e convivem com animais, é uma descoberta”, relata. Mesmo com resultados graduais, a avaliação é de impacto duradouro. “É um trabalho de formiguinha, mas estamos plantando sementes de consciência”, afirma.

Entre os projetos em andamento está a conservação de raças puras nativas do Brasil, especialmente de aves, com manejo genético controlado e programas de informação técnica. A proposta é demonstrar que é possível conciliar conservação ambiental e geração de renda. O instituto mantém canais de comunicação técnica com colaboradores de diferentes estados e disponibiliza conteúdo especializado em plataforma digital. Também realiza envio de material genético para criadores de diversas regiões do país, atividade desenvolvida há cerca de 20 anos e reconhecida no segmento. “A proposta é deixar um legado e fortalecer o orgulho pelo patrimônio natural e cultural brasileiro. O Brasil é riquíssimo em fauna e flora. Precisamos reconhecer e preservar”, conclui.

Para saber mais: institutoavis.org.br. Instagram: @instituto_avis.

(Por Alex Magalhães).

Assista ao vídeo da visita ao Instituto AviS:

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