Entrega voluntária de bebês cresce após a pandemia em Ribeirão Preto, diz juiz da Infância e Juventude
28/02/2026
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Em entrevista à CBN Ribeirão, na última sexta-feira (27), o juiz da Vara da Infância e Juventude, Paulo César Gentile, afirmou que houve aumento significativo no número de mães que optam pela entrega voluntária de recém-nascidos para adoção.
Segundo o magistrado, antes da pandemia a Vara registrava, em média, dois a três casos por ano. Atualmente, o número subiu para praticamente um caso por mês.
Para o juiz, o crescimento é um reflexo direto do cenário social e econômico. “É um sinal muito claro e objetivo da desordem socioeconômica que vivemos”, destacou.
Gentile explicou que a legislação brasileira evoluiu nos últimos anos para garantir acolhimento e proteção às gestantes que não planejaram ou não desejam a gravidez. A norma assegura que essas mulheres possam levar a gestação até o fim e, no momento do parto, declarar ainda na maternidade que não desejam permanecer com a criança.
O procedimento ocorre de forma sigilosa e respeitosa. A mãe é encaminhada para atendimento com assistente social e psicóloga do Fórum, onde recebe orientação sobre as opções disponíveis. De acordo com o juiz, a mulher não é pressionada a mudar de decisão, mas é orientada sobre as alternativas e incentivada a refletir antes de confirmar a entrega para adoção.
O magistrado ressaltou que a medida evita situações de abandono irregular e oferece uma solução legal e humanizada para casos em que a maternidade não é possível.

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