Instituto AviS nasce com proposta de legado ambiental e preservação de espécies nativas
05/02/2026
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O Porto Ferreira Online visitou o Instituto AviS, Instituto Mário Salviato de Pesquisa, Conservação de Aves e Educação Ambiental, fundado em 2023 e localizado na Estrada para Brejão, km 10, na zona rural de Porto Ferreira.
A instituição foi criada com uma proposta clara: transformar iniciativas ambientais em legado permanente. A ideia central é garantir continuidade a projetos de preservação e valorização de espécies nativas, evitando que ações relevantes se percam com o passar do tempo. De acordo com o idealizador do instituto, Mário Salviato, a motivação surgiu de sua própria trajetória, marcada pelo envolvimento com artes, natureza e projetos comunitários.
A percepção de que muitos trabalhos importantes deixam de existir após a saída de seus fundadores foi determinante para a criação da entidade. “A vida é uma sequência. Muita gente começa projetos importantes, mas eles param no meio do caminho. O instituto nasce para garantir continuidade. Legado só existe quando o trabalho segue mesmo depois que a gente não está mais aqui”, afirma.
A proposta é formar pessoas, criar estruturas e desenvolver métodos que permitam a autonomia futura da instituição, especialmente nas áreas de preservação e valorização de raças e espécies nativas brasileiras. União entre setores é vista como essencial. Um dos marcos recentes foi a realização de um evento no Dia da Árvore, que reuniu representantes do poder público, iniciativa privada, educadores e voluntários. Para o instituto, esse modelo de cooperação é indispensável para que as ações ambientais tenham resultados concretos e duradouros. “A sociedade sozinha não consegue fazer tudo, e o poder público sozinho também não. É preciso união e planejamento de longo prazo”, destaca Mário Salviato.
Segundo Salviato, existe hoje o risco de priorizar apenas indicadores econômicos, deixando o meio ambiente em segundo plano. “Nenhuma economia sobrevive sem meio ambiente. Estamos falando da nossa casa comum”, diz. A defesa é por políticas públicas estruturadas para décadas, e não apenas para ciclos eleitorais. “Projetos ambientais precisam ser pensados para 10 ou 20 anos. A sociedade também precisa cobrar continuidade”, completa.
Valorização das espécies nativas.
Entre as diretrizes técnicas do instituto está o incentivo ao plantio de espécies nativas, principalmente em áreas de preservação. A justificativa é ecológica e estratégica: plantas originárias do próprio bioma apresentam melhor adaptação e contribuem de forma mais eficiente para o equilíbrio ambiental. “O Brasil tem enorme biodiversidade. Precisamos valorizar o que é nosso. Nem sempre o que é mais comum no mercado é o que é melhor ambientalmente. Valorizar o nativo é investir no longo prazo”, defende.
Parcerias com responsabilidade O instituto também busca ampliar parcerias com empresas e instituições, mas estabelece critérios claros. O foco é o compromisso ambiental real, com transparência e prestação de contas. “Parceria não pode ser apenas apoio de imagem. Precisa gerar resultado prático, compensação de impactos e continuidade de ações”, afirma. Mário Salviato conclui ratificando que o objetivo é estruturar uma rede capaz de sustentar projetos permanentes de preservação e educação ambiental.
(O trabalho do instituto será tema de nova matéria. Por Alex Magalhães).


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