Jovem de 20 anos que morreu após acidente tem órgãos doados pela família em São Carlos

Jovem de 20 anos que morreu após acidente tem órgãos doados pela família em São Carlos

Izadora Bianca da Silva morreu na sexta-feira (3), seis dias após grave colisão entre duas motos em São Carlos (SP). Na madrugada deste sábado (4), coração, rins e córneas foram captados na Santa Casa.

A jovem Izadora Bianca da Silva, de 20 anos, que morreu seis dias após um grave acidente entre duas motocicletas em São Carlos (SP), teve os órgãos doados pela família e pode salvar até cinco pessoas por meio de transplantes.

A captação foi realizada na madrugada deste sábado (4), na Santa Casa de São Carlos. Foram retirados o coração, os rins e as córneas, na quinta captação de órgãos realizada pela instituição neste ano.

Por causa do curto tempo de preservação do coração, a equipe responsável pela captação chegou a São Carlos em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

Acidente

Izadora morreu na sexta-feira (3), seis dias depois de sofrer um grave acidente envolvendo duas motocicletas. O outro motociclista, Matheus Ferreira, de 21 anos, também morreu em decorrência da colisão.

O acidente aconteceu no dia 27 de junho, em um cruzamento da Rua XV de Novembro, em São Carlos. As circunstâncias da batida ainda são desconhecidas e são investigadas pela Polícia Civil.

Desde o acidente, a jovem permanecia internada em estado grave na Santa Casa de São Carlos.

Izadora Bianca da Silva estava internada em estado grave na Santa Casa de São Carlos — Foto: Redes sociais

O velório de Izadora será realizado neste domingo (5), a partir das 10h, no Velório Municipal de Ibaté. O sepultamento está marcado para as 14h, no Cemitério Municipal da cidade.

Captação de orgãos

Após a retirada do órgão, a Guarda Civil Municipal (GCM) fez o transporte até o aeroporto, de onde a aeronave seguiu para dar continuidade ao processo de transplante.

Santa Casa de São Carlos (SP) faz captação de órgãos de jovem que morreu em grave acidente — Foto: Santa Casa/Divulgação

Santa Casa de São Carlos (SP) faz captação de órgãos de jovem que morreu em grave acidente — Foto: Santa Casa/Divulgação

Segundo a Santa Casa, a captação foi coordenada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e reuniu profissionais de diferentes instituições e especialidades para garantir que todo o procedimento fosse realizado com segurança, agilidade e respeito aos protocolos.

O coordenador de Enfermagem da UTI e membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), Tiago Clezer, destacou que todo o processo de doação é conduzido com acolhimento e respeito aos familiares.

“A doação de órgãos é um ato de extrema generosidade e, por trás de cada captação, existe uma família vivendo um momento de profunda dor. Nosso compromisso é conduzir todo esse processo com respeito, sensibilidade e acolhimento, oferecendo todo o suporte necessário para que a decisão da família seja honrada com dignidade. É esse gesto de amor que permite transformar a dor em esperança para tantas outras pessoas”, afirmou.

O provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, agradeceu à família de Izadora pela autorização da doação e ressaltou a atuação integrada das equipes envolvidas na operação.

“Manifestamos nossa profunda gratidão à família, que, mesmo diante de um momento tão difícil, tomou a nobre decisão de autorizar a doação de órgãos, oferecendo esperança a outras pessoas. Também agradecemos a todos os profissionais e instituições que participaram desta operação, em especial às equipes da Força Aérea Brasileira, da Guarda Civil Municipal, por meio da Prefeitura de São Carlos, às equipes de captação e aos colaboradores da Santa Casa”, disse.

Operação envolveu a desta operação equipe da Força Aérea Brasileira e da Guarda Civil Municipal, em São Carlos — Foto: Santa Casa de São Carlos

Importância de avisar a família

Para que a doação aconteça, a legislação atual determina que a palavra final é dos familiares. Por isso, o diálogo em vida é considerado o passo mais importante do processo.

Especialistas reforçam que não é necessário deixar nenhum documento por escrito, bastando apenas que o desejo de ser doador seja manifestado claramente para os parentes.

Fonte G1

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